Porto Velho (RO) quinta-feira, 26 de novembro de 2020
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ARTE DA TERRA – ZEZINHO MARANHÃO


ARTE DA TERRA – ZEZINHO MARANHÃO - Gente de Opinião

Imagem:arquivo face Zezinho Maranhão

Zezinho Maranhão (1959 - 2013), nascido no Maranhão na cidade de Santa Inês foi homenageado recentemente (08/04) no Teatro Guaporé com o título de PATRONO da Academia de Letras de Rondônia, homenagem justa, pois após 03 anos de seu assassinato é lembrado por grande parte dos intelectuais de Rondônia em shows e homenagens devido a grande obra deixada nessa terra, aonde chegou nos anos 80 adotando a cultura beradeira o que o levou a participar de vários festivais, dividindo o palco com cantores renomados pelo Brasil a fora. Suas músicas – poesia pura - sempre voltadas para a Amazônia envolvendo lendas e seus povos tornaram a música regional reconhecida na sua voz e violão. Muitas vezes no palco com outros talentos de Rondônia como Marfiza,Bado,Ceiça Farias,Silvio Santos entre tantos outros , faziam da noite portovelhense um espetáculo de tirar o fôlego aos amantes da boa música.Um verdadeiro ícone da música brasileira. Sabe-se que sua carreira propriamente dita começou em São Paulo, no bairro do Bexiga, onde conheceu cantores importantes como Raul Seixas, Fafá de Belém, Fernando Mendes com quem fez amizade e, de certa forma o influenciavam. Foi um boêmio nato nas noites do Bexiga onde fazia algumas participações no palco. Sua voz começou a chamar atenção quando participou de um festival no Colégio Objeto,festival este que fez com que fosse chamado para um Sarau poético no Teatro Procópio Ferreira.

Devoto de Nossa Senhora,percebe-se certo sincretismo na sua música (vários vídeos no youtube e o CD “E agora Zezinho” na íntegra),onde faz uma junção de característica de cultura beradeira à cultura folclórica de terreiros. Gravou CDs, foi vencedor de vários concursos musicais, participou de diversos festivais, Mostras Culturais, Mostra no SESC, Quinta Cultural e, entre eles o FEMUCI na cidade de Maringá, sendo um dos destaques nas várias participações naquela cidade.

Sua filha Gina Beta em depoimento disse: “Meu pai foi um herdeiro da cultura brasileira, um Maranhense que foi acolhido e escolhido pelo berço Amazônico. Trouxe em seu DNA uma favorável mistura de etnias, da África ao Nordeste, com escala em Rondônia, Estado do seu coração, local onde constituiu sua família!”.

Há uma música dele que o traduz muito bem: “Sou bamba, sou flexível, sou bambu/Sou meu caminho, sou meu coração/Não tenho tempo pra ter depressão/Nem condição pra querer ser o tudo/Me calo pra sair do desacordo/A calma é quem lapida a intenção.” Zezinho era assim, a calma em pessoa, uma voz mansa e agradável que dava às suas canções um tom de paz, de equilíbrio...

Muita paz e luz onde quer que esteja!

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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