Porto Velho (RO) quinta-feira, 6 de agosto de 2020
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Joel Santos Guimarães

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Solidárias - Gente de Opinião

Joel Santos Guimarães
Em São Paulo

Com o objetivo de integrar informações sobre a economia solidária e o cooperativismo, a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos, está implantando o Observatório Nacional da Economia Solidária e do Cooperativismo.
 

Dando início às suas atividades, o Observatório realiza em Brasília, de 7 a 8 de julho, o seu primeiro seminário nacional, que discutirá mecanismos de articulação dos produtores de informação sobre a economia solidária e o cooperativismo.

Na abertura do evento, um representante da Senaes vai falar sobre as ações do governo federal no desenvolvimento da economia solidária no país, que já movimenta cerca de R$ 12 bilhões anualmente, através de 33.518 empreendimentos solidários.

Papel central

Importante lembrar que o cooperativismo autogestionário, ou seja, guiado por princípios igualitários e democráticos, tem papel central na economia solidária.

Trata-se de um resgate do cooperativismo surgido na Inglaterra, ainda naprimeira metade do século 19, porém adaptado aos ditames do mundo contemporâneo.

De acordo com o economista, sociólogo e secretário nacional de Economia Solidária. Paul Singer, no Brasil, a característica da economia solidária é a presença de muitas cooperativas. Para Singer, na prática, o Brasil é um exemplo de que a economia solidária é a aplicação do cooperativismo.

Políticas públicas

Segundo Valmor Schiochet, diretor de Estudos e Divulgação da Senaes, outro objetivo do seminário do Observatório é contar com a participação e o envolvimento de “instituições que tratam de temas correlatos a esse campo, visando o aprimoramento da produção e utilização dessas informações para o planejamento de políticas públicas e fortalecimento da organização social da economia solidária e do cooperativismo solidário.”.

Balanço
 

Nos últimos anos, a economia solidária no Brasil vem se firmando como uma inovadora alternativa de oportunidades de trabalho e renda, e de inclusão social.

Ela compreende uma diversidade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, empresas autogestionárias, redes de cooperação, entre outras, que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário.

Os bancos comunitários e suas moedas sociais fizeram surgir no País um Sistema Financeiro Social. Este sistema ocupa um espaço normalmente desprezado pelos bancos tradicionais, ou seja, a prestação de serviços para as classes menos favorecidas.

Essas práticas se tornaram uma saída para os pequenos empreendimentos coletivos, resultando em geração de renda para 2,3 milhões de pessoas.

A economia solidária brasileira é a mais diversificada do mundo, atuando em setores diversificados, entre os quais, artesanato, confecções, alimentos, reciclagem e tratamento de resíduos, atividades financeiras, produção florestal, pesca, e, principalmente, agricultura familiar.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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