Porto Velho (RO) sexta-feira, 23 de outubro de 2020
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Pandemia não detém o desmatamento. Professores e acadêmicos debatem o tema em videoconferência da Uniron


Pandemia não detém o desmatamento. Professores e acadêmicos debatem o tema em videoconferência da Uniron - Gente de Opinião

Nem na pandemia, a Amazônia Brasileira para de queimar. Somente em abril deste ano, os alertas de desmatamento na floresta Amazônica cresceram 63,75%, se comparados ao mesmo mês do ano passado, analisa o sistema Deter-B, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

 

Neste ano, foram emitidos alertas para 405,6 km², enquanto no ano anterior, no mesmo período, foram 247,7 km².

Alunos do Curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Faculdade Uniron põem a Amazônia em debate na Semana do Meio Ambiente, que irá até a próxima sexta-feira, dia 5 de junho.


As palestras são transmitidas pelo BB C/olaborate/ plataforma de conferências virtuais.  

Para o Professor Doutor César Guimarães, titular de Poluição Atmosférica da Faculdade Uniron e Analista Ambiental do Ibama, a situação atual já é absurda. “As análises da evolução do desmatamento durante o contágio do novo Coronavírus demonstram que nem a pandemia arrefeceu a situação, porque os números sobem, em vez de recuar”, alertou.

Amanhã, sexta-feira, a partir das 19h, ele abordará o tema Evolução dos desmatamentos e focos de calor na última década no Estado de Rondônia: perspectivas e ações.

Segundo o professor Guimarães, apenas o poder público não freia os exagerados crimes ambientais em Rondônia. “Se não tomarmos consciência de que também precisamos envolver parentes, vizinhos e conhecidos no combate a esse atentado contra Amazônia, pouco valerá a pena essa luta; lamentavelmente, os focos de calor tendem a aumentar, em consequência dos novos desmatamentos já ocorridos”.

Tradicionalmente, a preocupação ambiental é uma marca dos acadêmicos de engenharia ambiental e sanitária da Uniron, devido ao escopo do curso. “Essa preocupação é de suma importância para Rondônia e para a Humanidade”, comenta o acadêmico Francisco José do Nascimento, colaborador do evento.

Zezinho, como é conhecido, lembra que Rondônia possui uma posição crucial do ponto de vista ambiental, econômico e estratégico. Nesse aspecto, para as palestras os alunos de engenharia ambiental e buscaram no mercado profissionais de renome em suas áreas. “Eles têm conexão próxima e direta com a pandemia e a nova cepa de vírus da Covid-19”, assinalou o acadêmico.

Ontem à noite, o engenheiro sanitarista Thiago Possmoser, Mestre em Saneamento e Diretor da Sanezon, falou a respeito de Saneamento e Coronavírus - Quais os cuidados?

Sanezon Projetos Ambientais e Sanitários é uma organização que trabalha em saneamento e sustentabilidade na Amazônia, especialmente em Ji-Paraná, Rondônia, Acre e Amazonas.

Hoje, quinta-feira, a partir das 19h, alunos do 7º período de Engenharia Ambiental e Sanitária participarão de mesa redonda com o tema: Gerenciamento dos Resíduos de Serviço de Saúde em tempos de pandemia.

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